Arroz de Pato
O arroz de pato no forno é um clássico da cozinha de tacho portuguesa: pato cozido lentamente, desfiado e envolvido num arroz perfumado, coroado com rodelas de chouriço douradas no forno.
É um prato de dois tempos — primeiro a cozedura lenta da carne, depois o gratinado no forno — ideal para almoços de família em que se quer impressionar sem complicar.
| Porções | Tempo de preparação | Dificuldade | Custo |
|---|---|---|---|
| 6 pessoas | ≈ 1h30 | Média | Médio |

Ingredientes
- 1 pato com 1,5 kg
- 2 colheres de sopa de banha
- 3 cebolas
- 200 g de presunto
- 1 chouriço de carne
- 1 colher de sobremesa de açafrão
- 2 cravinhos
- 1 raminho de salsa
- 1 folha de louro
- 1 l de água
- 2 dentes de alho
- 1 colher de sopa de manteiga
- 1 colher de sopa de azeite
- 300 g de arroz
- 2 gemas
- Sal e pimenta preta em grão q.b.
Preparação
- Corte a carne em pedaços e tempere-os com sal. Core-os na banha. Transfira a gordura para uma panela e aloure 2 cebolas em quartos, o presunto e o chouriço. Adicione o pato, açafrão, o cravinho, pimenta em grão, a salsa e o louro. Cubra com a água por 45 minutos.
- Elimine a pele do pato e desfie a carne. Coe a água da cozedura. Corte o presunto e o chouriço em rodelas.
- Refogue a cebola restante e o alho, ambos picados, na manteiga com o azeite. Acrescente o arroz e frite-o. Junte o dobro da água da cozedura do prato e coza em lume brando.
- Num tabuleiro, distribua uma camada de arroz, uma de chouriço e presunto e o pato desfiado e, por fim, uma última camada de arroz. Pincele com as gemas batidas e termine com o chouriço e presunto. Leve ao forno a 200ºC, por 10 minutos.

Dicas e variantes
- Coza o pato na véspera e guarde o caldo: o arroz ganha todo o sabor da cozedura.
- Não pincele demais com as gemas — uma camada fina chega para dourar sem enjoar.
- Acompanhe com uma salada verde simples para equilibrar a riqueza do prato.
O assado de forno que veio das cozinhas conventuais
O arroz de pato no forno é dos pratos mais antigos da cozinha festiva portuguesa, com raízes documentadas nas cozinhas abastadas do século XIX. A lógica é a do aproveitamento nobre: o pato coze lentamente com enchidos e aromáticos, o caldo rico cozinha o arroz, e o forno une tudo sob uma crosta de chouriço dourado.
É prato de domingo e de dias grandes, daqueles que se preparam de véspera e vão ao forno quando os convidados chegam, enchendo a casa de um cheiro que dispensa campainha.
Conservação e reaproveitamento
Conserva-se 3 dias no frigorífico, tapado, e reaquece muito bem no forno a 160 °C, coberto com papel de alumínio e um golpe de caldo ou água para não secar. É dos assados de arroz que melhor aguentam a espera.
O pato cozido que sobrar desfia-se em sanduíches de pão rústico com mostarda antiga, ou entra numa salada morna de grelos — o aproveitamento é parte da tradição do prato.


